17/08/24
O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Solidariedade), enfrenta um cenário de rejeição crescente entre os eleitores da capital, conforme apontam os dados da segunda rodada da pesquisa Serpes/O Popular. De acordo com o levantamento, 45,4% dos entrevistados afirmam que não votariam de forma alguma no atual prefeito nas eleições de outubro, o que representa um aumento em relação à pesquisa anterior, divulgada em 20 de julho, quando o índice era de 43,4%.
A pesquisa também destaca que a deputada federal Adriana Accorsi (PT) ocupa o segundo lugar em termos de rejeição, com 33,6% dos eleitores afirmando que não votariam nela, um aumento significativo de 6,6 pontos percentuais em comparação com os 27% registrados na pesquisa anterior.
Os dados refletem um cenário de polarização e descontentamento entre os eleitores goianienses. Dos 601 entrevistados, 19,3% declararam que não rejeitam nenhum dos sete candidatos ao cargo de prefeito, enquanto 5% afirmaram que ainda não têm uma opinião formada sobre o assunto.
A rejeição a Rogério Cruz é particularmente alta entre os eleitores com maior nível de escolaridade. Entre aqueles com curso superior, 55,9% rejeitam o prefeito, enquanto o índice cai para 39% entre os eleitores com ensino fundamental e para 42% entre os que têm ensino médio. A deputada Adriana Accorsi também enfrenta maior resistência entre os mais escolarizados, com 36,7% de rejeição nesse grupo, enquanto entre os eleitores com ensino fundamental, a rejeição à petista é de 24,3%.
Quando analisada por faixa etária, a rejeição a Rogério Cruz atinge seu pico entre eleitores de 35 a 59 anos, com 46,2% desse grupo descartando a possibilidade de votar nele. No recorte de gênero, 46,5% das mulheres rejeitam o atual prefeito, enquanto 36,4% dos homens dizem que não votariam em Adriana Accorsi.
A pesquisa também revela diferenças significativas na rejeição de acordo com a religião. Entre os eleitores evangélicos, tanto Rogério Cruz quanto Adriana Accorsi têm uma rejeição de 42%. Já entre os católicos, a resistência ao prefeito sobe para 48,2%, enquanto a rejeição a Adriana cai para 28,9%.
Por fim, a estratificação por renda familiar mostra que a rejeição a Rogério Cruz é mais elevada entre aqueles que recebem entre R$ 3 mil e R$ 6 mil mensais, atingindo 49,1%. Em contraste, o índice de rejeição cai para 39,3% entre os eleitores com renda superior a R$ 10 mil.