28/08/24
O candidato à Prefeitura de Goiânia pelo PSD, senador Vanderlan Cardoso, está no centro de uma polêmica devido à sua decisão de pautar o Projeto de Lei 5.008/2023, que visa regulamentar a produção e a comercialização de cigarros eletrônicos no Brasil. A iniciativa do senador gerou críticas intensas de opositores como Sandro Mabel (UB) e do pastor Silas Malafaia, que tentaram utilizar o tema como um ponto fraco para desestabilizar sua candidatura.
Silas Malafaia, líder evangélico influente, expressou publicamente sua desaprovação em um vídeo, onde conclamou os eleitores a boicotarem Vanderlan Cardoso. “Se você tivesse vergonha na cara, se você fosse coerente com seus princípios, enquanto preside essa comissão, jamais poderia pautar um assunto desses”, afirmou Malafaia, destacando um tom severo contra a decisão do senador. Sandro Mabel, adversário de Vanderlan na corrida pela prefeitura, também abordou o tema em um debate entre os candidatos.
Em resposta às críticas, Vanderlan Cardoso gravou um vídeo esclarecendo sua posição. “Como cristão e conservador, eu sou contra a liberação de cigarros eletrônicos. A minha obrigação é colocar em discussão os projetos que são apresentados na comissão que eu sou presidente”, justificou o senador. Ele ainda afirmou que a sugestão de Malafaia para que a pauta não fosse discutida é “antidemocrática”, destacando a importância de seguir os procedimentos legislativos e a liberdade de debate no Congresso.
A defesa de Vanderlan foi reforçada por líderes religiosos locais, como o bispo Oídes José do Carmo, chefe das Assembleias de Deus em Goiás. “Vanderlan, descansa seu coração. Seis anos de Senado, você não tem decepcionado os crentes, o povo de Deus. Nós estamos sempre orando por você”, declarou o bispo, demonstrando apoio público ao senador durante uma cerimônia, em clara oposição às críticas de Malafaia.
O debate em torno do projeto e as críticas dirigidas a Vanderlan Cardoso refletem um crescente uso do moralismo como ferramenta política. Apesar de apenas cumprir suas obrigações como presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Vanderlan foi alvo de ataques por parte de adversários que utilizam o moralismo para manipular a opinião pública e influenciar as eleições.
A polêmica em torno da pauta, proposta pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), encontra-se atualmente paralisada no Senado. O relator do texto, senador Eduardo Gomes (PL-TO), retirou o projeto de discussão, argumentando que “as corridas eleitorais municipais e questões ideológicas acabaram contaminando o debate sobre o assunto e recaindo, injustamente, sob o mandato do presidente da CAE, senador Vanderlan Cardoso [PSD]." O gesto de Gomes e o apoio dos demais senadores da comissão, que destacaram que a atuação de Vanderlan foi “correta, democrática e condizente com os acordos firmados”, reforçam o compromisso do Senado com o processo legislativo.