05/09/24
A gestão de Rogério Cruz (Solidariedade) enfrenta críticas por atrasos nos pagamentos que paralisaram serviços essenciais de zeladoria pública em Goiânia, como varrição, roçagem, manutenção de iluminação, coleta seletiva e remoção de galhos.
Desde segunda-feira (2), esses serviços, realizados pela Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia (Comurg), estão prejudicados porque a Ita Frotas, empresa responsável pelo aluguel de veículos usados pela companhia, suspendeu o fornecimento por falta de pagamento.
Em vez de admitir o atraso, a Comurg afirmou que houve um "desencontro de contas" com a Ita Frotas, sem esclarecer detalhes sobre valores devidos, alegando que os serviços seriam retomados nesta quinta-feira (5). A companhia não explicou o que causou o "desencontro", se recusando a fornecer informações sobre a quantidade de caminhões envolvidos e a extensão dos serviços afetados.
Com a frota suspensa, a Comurg recorreu novamente ao Consórcio Limpa Gyn, que desde maio assumiu parte dos serviços de coleta de lixo e entulho. O consórcio emprestou 20 caminhões para que a Comurg retomasse a coleta de folhagens, operados pela equipe do próprio consórcio de forma gratuita e por tempo indeterminado.
Essa é pelo menos a segunda vez que o consórcio intervém para salvar a Comurg. Em julho, o grupo já havia emprestado maquinário para reativar as operações no aterro sanitário após problemas com o fornecimento de combustível dos equipamentos. Por dias, o lixo coletado não pôde ser despejado, afetando residências e comércios da capital.
A situação expõe a incompetência da gestão Rogério Cruz, que não só atrasa pagamentos como deixa de cumprir com serviços básicos de manutenção urbana, sobrecarregando outras empresas e evidenciando a desorganização da administração pública em Goiânia.