04/01/24
A falta de transparência na gestão municipal de Goiânia se tornou um empecilho significativo, levando à saída do marqueteiro Jorcelino Braga do Gabinete de Apoio ao Prefeito (GAP). Em entrevista ao jornal O Popular, Braga expressou suas preocupações e avaliou de forma crítica o projeto de reeleição do prefeito Rogério Cruz (Republicanos).
O GAP foi concebido com o propósito de resgatar a imagem de Cruz perante a população goianiense, estabelecendo um planejamento estratégico que priorizasse os interesses da administração municipal. No entanto, segundo Braga, o prefeito optou por permanecer ouvindo as pessoas já inseridas na administração e prejudicou a eficácia do trabalho proposto.
A meta inicial do GAP era elevar a aprovação do prefeito para um patamar entre 40% e 50%, até junho do ano passado. No entanto, as pesquisas atuais indicam que Rogério Cruz possui pouco mais de 20% de aprovação, distante das expectativas estabelecidas. Essa baixa avaliação, segundo Braga, torna o projeto de reeleição "muito difícil".
A crise na coleta de lixo também foi destacada como um ponto crucial que impactou negativamente a administração de Cruz. Braga ressaltou que a gestão enfrentou problemas significativos na área, comprometendo as ações planejadas.
A falta de diálogo e transparência na gestão municipal foi um dos principais motivos que levaram à decisão de Braga de se afastar do GAP. Ele ficou por 40 dias sem qualquer comunicação com o prefeito, destacando discordâncias com outros membros do Paço. O marqueteiro considerou o projeto de consultoria "inviável" diante das circunstâncias apresentadas.
Ao anunciar sua saída, Jorcelino Braga manifestou o desejo por maior transparência em algumas pastas da administração municipal. Ele agora está aberto a conversas com outros pré-candidatos e não descarta composições profissionais e partidárias para a eleição à Prefeitura de Goiânia, inclusive com o próprio prefeito.