11/09/24
A Justiça Eleitoral determinou que o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Solidariedade), candidato à reeleição, não utilize o empréstimo de R$ 372 milhões, liberado pelo governo federal, para finalidades diferentes das apresentadas em projeto aprovado pela Câmara Municipal. A decisão atende a um pedido do candidato Sandro Mabel (União Brasil), que acionou a justiça em 6 de setembro.
O objetivo de Mabel é impedir que o dinheiro da Prefeitura, portanto de todos os goianienses, seja desviado para fins eleitorais e deixem uma dívida milionária nos cofres do município. “Estamos às vésperas das eleições, no fim de uma gestão que foi péssima e que conseguiu um acordo com o governo federal para aprovar a jato esse empréstimo”, afirmou Mabel. Ele também recorreu ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e à Justiça Comum para denunciar eventuais irregularidades no acordo financeiro.
O juiz Fernando Moreira Gonçalves, da 127ª Zona Eleitoral, responsável pela decisão, argumentou que, para garantir equilíbrio na disputa eleitoral, é necessário impedir o uso indevido dos recursos. O juiz determinou que o prefeito se abstenha de destinar qualquer valor do empréstimo que não se enquadre nas obrigações formais para a execução de obras ou serviços.
A velocidade na liberação do empréstimo levanta suspeitas sobre um possível alinhamento político entre o PT e Rogério Cruz, o que pode resultar em uma dívida milionária para Goiânia. “Por que essa pressa de resolver isso da noite para o dia?”, questionou Mabel.
O financiamento foi autorizado após uma intensa negociação em Brasília, liderada por Rogério Cruz e pelo secretário municipal de Governo, Jovair Arantes. As reuniões incluíram encontros com Olavo Noleto, secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais e um dos petistas goianos mais influentes no governo federal.