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Gestão de Rogério Cruz tem 376 processos de aposentadoria de servidores municipais atrasados

18/09/24

A falta de uma ferramenta crucial para o cálculo de aposentadorias no Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Goiânia (GoiâniaPrev) resultou na paralisação de 376 processos de aposentadoria, revelando a ineficiência da gestão Rogério Cruz. O impasse, que afeta principalmente servidores que se aposentam pela média salarial, persiste há meses e expõe a incapacidade do governo municipal de resolver problemas básicos de gestão.

Desde setembro de 2023, a Prefeitura substituiu o antigo sistema de recursos humanos por uma nova plataforma, o SIGEP, mas a falta de funcionalidades adequadas para calcular aposentadorias vem causando um acúmulo de processos. Entre os prejudicados está a psicóloga Ana Maria Martins de Souza, que esperava sua aposentadoria desde julho e agora enfrenta incerteza quanto à data de resolução de seu caso. Ela, assim como outros servidores, relatou angústia e frustração pela demora e falta de comunicação.

O advogado Eurípedes Souza criticou a ausência de ação por parte do GoiâniaPrev, afirmando que os cálculos poderiam ser feitos manualmente enquanto o novo sistema não estivesse disponível. “É um absurdo deixar processos parados por falta de um software”, destacou Souza, apontando que a situação pode gerar danos morais aos servidores afetados.

Apesar de o novo módulo do sistema ter sido disponibilizado no início desta semana, o atraso na implementação da solução evidencia uma falha grave da atual gestão, que, a poucos meses do fim do mandato de Rogério Cruz, não conseguiu resolver um problema que impacta diretamente a vida dos servidores públicos de Goiânia.


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