Goiânia, 04/04/2025
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Professor Alcides é condenado por pressionar funcionária grávida que apresentou atestados

19/09/24

Candidato à Prefeitura de Aparecida de Goiânia pelo PL, Professor Alcides, foi condenado por pressionar uma funcionária grávida que apresentava atestados médicos durante sua gestação. Em áudios divulgados pelo jornal Opção, o empresário e político afirmou que a empresa não aceitaria atestados com afastamento superior a três dias, contrariando a legislação trabalhista brasileira.

Funcionária envolvida no caso, Werica Gonçalves começou a trabalhar no Bazar Professor Alcides, no Setor Garavelo, em 2020, no início da pandemia de Covid-19. Mesmo durante o período de distanciamento social, ela se deslocava diariamente para o trabalho. Após alguns meses, Werica engravidou e, por conta de uma infecção urinária, precisou de um atestado médico de 10 dias para repouso.

"Eu comecei a trabalhar no Bazar antes mesmo da inauguração, ajudando na montagem da loja. Fui registrada dias depois, mas colocaram uma função errada", contou Werica. Quando retornou do período de afastamento, Werica afirma que foi confrontada por Professor Alcides, que, durante uma reunião, declarou que a empresa não aceitaria atestados com afastamento maior que três dias. "Pede para seu médico te dar uma licença maior, porque não vamos aceitar atestado. Vamos cortar o seu ponto", disse o empresário.

Em outro trecho do áudio, Alcides é categórico ao afirmar que não pagaria pela gravidez da funcionária. "Eu não vou ficar aceitando atestados. A empresa não vai pagar sua gravidez. Você tem direito a três dias para ir ao médico, mas eu não sou obrigado a aceitar mais do que isso por mês", disse.

Apesar de não ter sofrido descontos salariais relacionados ao atestado de 10 dias, Werica revelou que em outras ocasiões, como quando apresentou um atestado por pressão alta, o valor foi descontado. "Ele pagou apenas os três primeiros dias e descontou o restante, o que também não era permitido", explicou.

Após o fim de seu vínculo com o Bazar Professor Alcides, Werica moveu uma ação trabalhista contra o candidato e obteve uma decisão favorável em setembro de 2022. Professor Alcides não comentou sobre para comentar o caso. Durante o período eleitoral, ele não concede entrevistas e nem participa de debates.


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