Goiânia, 04/04/2025
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Prefeitura de Goiânia deixa maternidades sem atendimento ambulatorial por mais de 20 dias

19/09/24

As maternidades Célia Câmara, Dona Íris e Nascer Cidadão, em Goiânia, continuam sem atendimento ambulatorial há mais de 20 dias, evidenciando o descaso da Prefeitura de Goiânia com a saúde pública. A suspensão, iniciada em 29 de agosto, foi justificada pela Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc) como consequência da falta de repasses financeiros por parte da gestão municipal. Enquanto isso, pacientes relatam a lentidão nos atendimentos de urgência e emergência, agravando ainda mais a situação.

Apesar das promessas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de normalizar os serviços, o problema persiste. A Fundahc admite que, com o aumento da demanda, a situação tem se tornado insustentável. O motivo alegado para a suspensão dos atendimentos ambulatoriais foi a irregularidade nos repasses da Prefeitura, que até agora não conseguiu restabelecer o fluxo de recursos necessários para garantir o pleno funcionamento das maternidades.

Embora a SMS tenha feito repasses em setembro, totalizando R$ 12,8 milhões distribuídos entre as três unidades, os valores foram insuficientes para cobrir as dívidas acumuladas, segundo a Fundahc. A maior parte do dinheiro foi utilizada para pagamento de salários e débitos com médicos, deixando em aberto a compra de insumos e o pagamento de fornecedores essenciais para a retomada dos serviços.

Mesmo com a promessa de novos repasses, a incerteza e a lentidão da administração municipal continuam prejudicando gestantes e mães que dependem do atendimento nas maternidades. A Prefeitura, em vez de priorizar a saúde pública, empurra a solução para "a próxima semana", sem apresentar respostas concretas para a crise, prolongando o sofrimento das pacientes e expondo a fragilidade da gestão da saúde em Goiânia.


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