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Marconi Perillo pede que Gilmar Mendes suspenda inquérito da "Lava Jato do Cerrado"

24/09/24

O ex-governador de Goiás e atual presidente do PSDB, Marconi Perillo, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para suspender e encerrar um inquérito em que é investigado no âmbito da operação conhecida como “Lava Jato do Cerrado”. A solicitação foi apresentada na quarta-feira, 18 de setembro, e requer que o caso seja analisado pelo ministro Gilmar Mendes.

A investigação, conduzida pela Polícia Federal, apura possíveis casos de corrupção na contratação de organizações sociais para a gestão de hospitais públicos goianos durante a administração de Perillo, a partir de 2011. O inquérito foi aberto em 2020 e, desde então, o ex-governador teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados entre 2021 e 2022. A defesa do tucano argumenta que, mesmo após quatro anos de investigações, o político ainda não teve acesso aos resultados das quebras de sigilo.

Perillo também se queixa de que as investigações estariam sendo conduzidas de forma a prejudicá-lo eleitoralmente, apontando que o Ministério Público Federal (MPF) teria intensificado ações da “Lava Jato do Cerrado” em anos eleitorais, como 2016, 2018, 2020 e 2022. O ex-governador foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Cash Delivery, em setembro de 2018, em plena campanha para o Senado, e foi preso logo após ser derrotado nas urnas.

A defesa também destacou que o ano de 2024, com eleições municipais, pode abrir margem para novas investidas contra Perillo. “Essa Suprema Corte não pode admitir a manutenção de uma investigação claramente destinada a atingir fins políticos, instaurada há mais de quatro anos e que não apresentou qualquer tipo de avanço — a não ser, é claro, em anos de eleição”, afirmou o advogado do ex-governador em sua petição. Ele ainda alertou para o risco de que o inquérito seja utilizado para produzir “fatos políticos” às vésperas das eleições.

Na ação, os advogados de Perillo solicitam que o STF conceda uma liminar para suspender a investigação até que o mérito da questão seja julgado. Além disso, pedem que o ex-governador tenha acesso ao conteúdo das quebras de sigilo e que o inquérito seja encerrado por meio de um habeas corpus. A defesa pediu ainda que o caso fosse distribuído ao ministro Gilmar Mendes, que já atuou em ações relacionadas à “Lava Jato do Cerrado”.


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