26/09/24
A prisão do coordenador de campanha do candidato à Prefeitura de Aparecida de Goiânia pelo PL, Professor Alcides, repercutiu na imprensa nacional, com veículos como o portal Metrópoles que publicou matéria sobre o caso. Gilmar Calixto, coordenador da campanha, foi detido pela Polícia Militar na última terça-feira, 24, com milhares de requisições de combustíveis e uma quantia em espécie.
Segundo a matéria publicada nesta quarta-feira, 25, pelo Metrópoles, Calixto foi abordado em uma carreata que contava com a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em um evento que acontecia nas proximidades de um ginásio de esportes da cidade. A apreensão incluiu várias requisições de combustível, algumas delas já preenchidas com valores médios de R$ 50, além de dinheiro vivo.
O material apreendido pela Polícia Militar foi registrado em vídeo, que mostra que as requisições eram de um posto de combustíveis situado atrás de um conhecido shopping do município. A gravação foi amplamente divulgada nas redes sociais e, em seguida, o coordenador de campanha foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal em Goiás, onde será investigado sob suspeita de compra de votos.
Aparecida de Goiânia, município com 550 mil habitantes e 283 mil eleitores, é o segundo maior de Goiás e tem sido palco de uma disputa acirrada pela prefeitura. Professor Alcides, candidato apoiado por Jair Bolsonaro, lidera as pesquisas de intenção de voto. Em um levantamento recente do Instituto Paraná, divulgado no último dia 11, o candidato do PL aparece com 42,2% das intenções de voto, seguido por Leandro Vilela (MDB), com 33%, e William Panda (PSB), com 11,1%.
O caso trouxe à tona a questão do uso de recursos financeiros e benefícios para influenciar eleitores, em um momento em que a corrida eleitoral em Aparecida de Goiânia se intensifica. A prisão de um coordenador em pleno evento de campanha, e a apreensão de requisições de combustível, acende o alerta para práticas eleitorais ilegais que poderão ser investigadas pela Polícia Federal.
Até o momento, a campanha de Professor Alcides não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.