05/01/24
A Câmara de Goiânia se tornou palco de intensas disputas políticas, especialmente no que diz respeito ao projeto de empréstimo de R$ 710 milhões solicitado pelo prefeito Rogério Cruz (Republicanos) em pleno ano eleitoral. A sessão extraordinária convocada para esta sexta-feira, 5, promete ser o ápice desse embate, que já enfrentou entraves no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que barrou a tramitação da matéria.
Entre os vereadores que se posicionam contra a aprovação do empréstimo, destaca-se Paulo Magalhães (União Brasil), membro do Bloco Vanguarda. Ele contou ao Portal 6 a estratégia do grupo. "Vamos recorrer, sim. Além do Bloco Vanguarda, nós temos as vereadoras Aava Santiago (PSDB) e Kátia Maria (PT). Somos um grupo de nove vereadores. Nós estaremos atentos", disse.
Uma das principais críticas de Paulo Magalhães e outros membros do grupo é a falta de transparência quanto à destinação dos recursos provenientes do empréstimo. Segundo o vereador, o projeto carece de detalhes sobre as áreas prioritárias que serão beneficiadas, como saúde, educação e mobilidade urbana. "É um projeto seco. Ou seja, manda o dinheiro e não tem verba carimbada para nada. É como dar um cheque em branco para o prefeito", protestou Magalhães.