Goiânia, 04/04/2025
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Médicos cruzam os braços em Goiânia em protesto contra gestão de Rogério Cruz

05/01/24

A Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Goiás (COOPANEST-GO) anunciou uma nova decisão em resposta à situação financeira e contratual com a gestão do prefeito Rogério Cruz (Republicanos), por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia. A partir desta sexta-feira, 5, os médicos anestesiologistas interrompem completamente os atendimentos a procedimentos nas unidades municipais de saúde e rede conveniada SUS e afetará mais de 20 unidades, incluindo hospitais como o Araújo Jorge, Hospital da Criança, Instituto Goiano de Hemoterapia (INGOH), Instituto de Olhos de Goiânia e Pronto Socorro para Queimaduras.

A paralisação não é um evento isolado, pois a COOPANEST-GO já havia suspendido procedimentos eletivos desde 15 de dezembro do ano passado. O motivo principal apontado pela cooperativa é a ausência de um contrato formalizado com a SMS e o atraso no pagamento de uma dívida que chega a aproximadamente R$ 26 milhões.

A falta de diálogo entre a cooperativa e a SMS é destacada como um ponto crítico. A COOPANEST-GO afirma que não houve tentativa de negociação por parte da SMS para resolver a pendência financeira. Enquanto a SMS alega que está em transição para que os anestesistas sejam contratados e remunerados diretamente pelos prestadores de serviços, a cooperativa sustenta que não foram feitas tentativas de negociação, mesmo com a paralisação de procedimentos eletivos.

A SMS argumenta que, ao contratar um hospital, todos os serviços, incluindo os de anestesistas, já estão inclusos, não justificando a contratação direta pelo município. No entanto, a crise se aprofunda com o encerramento do contrato entre as partes em janeiro de 2023, após extensões, e a COOPANEST-GO afirma não ter mais condições financeiras para manter os serviços.


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