02/10/24
O Ministério Público Eleitoral (MPE) desmascarou uma "narrativa falsa" construída pela campanha de Evandro Magal (PSDB) contra o atual prefeito de Caldas Novas, Kleber Marra (MDB), durante as eleições. A denúncia, que afirmava que órgãos públicos foram fechados para favorecer a participação de servidores em uma carreata com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), foi considerada infundada e orquestrada para dar credibilidade às "mentiras ditas em público pelo candidato Evandro Magal", conforme apontou o promotor eleitoral Sávio Fraga e Greco.
A representação foi apresentada pelo PSDB, que acusava a gestão de Marra de alterar horários e fechar repartições públicas no dia 20 de setembro, a fim de permitir a participação de servidores em um ato de campanha. A carreata contou com a presença do governador Caiado e estava marcada para as 13h. No entanto, o MPE concluiu que as alegações eram completamente falsas, e pediu à Justiça Eleitoral que julgasse improcedente a denúncia e condenasse a parte autora por litigância de má-fé.
Em sua manifestação, o promotor eleitoral destacou que “não houve constatação de fechamento de qualquer órgão público, salvo da Secretaria de Saúde, por motivo de dedetização do prédio, que a propósito, estava sem energia elétrica naquele dia”. Isso desmentiu a alegação de que o fechamento das repartições teria sido uma ação coordenada para beneficiar Kleber Marra.
O MPE apontou ainda que a campanha de Magal, juntamente com páginas no Instagram ligadas ao candidato, como ‘Goiás 24 horas’ e ‘Diário de Notícias CN’, agiram de maneira irresponsável, divulgando a denúncia sem qualquer preocupação com a verdade. A tentativa de usar o nome do Ministério Público para legitimar uma narrativa falsa foi severamente criticada pelo promotor, que afirmou que "os integrantes do MP perderam tempo em diligências inúteis, forçados pela tentativa de legitimar uma fala inverídica".
Ao final, o promotor Sávio Fraga e Greco requereu que, além de julgar improcedente a representação, a Justiça Eleitoral aplicasse uma nova condenação, sugerindo um valor ainda mais elevado do que o imposto em outro processo eleitoral movido pela mesma campanha. Ele destacou a gravidade da tentativa de manipular os fatos e a necessidade de medidas mais rígidas para coibir a litigância de má-fé.