Goiânia, 04/04/2025
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Saúde pública de Goiânia enfrenta colapso devido a dívidas e atrasos de pagamentos

09/10/24

A rede de saúde pública de Goiânia corre o risco de entrar em colapso por falta de repasses e atrasos nos pagamentos a hospitais e médicos credenciados. A gestão do prefeito Rogério Cruz (Solidariedade) e do secretário de Saúde, Wilson Pollara, acumula dívidas com hospitais filantrópicos, instituições privadas e profissionais terceirizados. Com pagamentos atrasados, algumas entidades já suspenderam atendimentos e novas consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, uma das principais unidades afetadas, está com um débito de R$ 16 milhões e enfrenta dificuldades para manter suas atividades. De acordo com a coordenadora Irani Ribeiro de Moura, médicos e anestesistas não recebem há meses, e fornecedores estão sem pagamento por materiais essenciais, como próteses e órteses para cirurgias. A paralisação dos médicos está prevista para ocorrer nesta quinta-feira (10), caso a situação não seja regularizada.

Outras instituições, como o Hospital Araújo Jorge, referência no tratamento de câncer no Centro-Oeste, acumulam dívidas superiores a R$ 30 milhões, o que compromete 70% dos atendimentos oncológicos da região. O Hospital Jacob Facuri, com 55 leitos exclusivos para o SUS, suspendeu novos atendimentos devido à dívida de R$ 19,5 milhões. A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc) também interrompeu consultas e exames eletivos, acumulando quase R$ 100 milhões em débitos.

A falta de um cronograma para regularização dos pagamentos por parte da Prefeitura agrava a situação, ameaçando a continuidade dos serviços essenciais de saúde na capital. Profissionais da área e sindicatos apontam a urgência de medidas para evitar um colapso total, enquanto a Secretaria Municipal de Saúde promete realizar novos pagamentos nas próximas semanas para amenizar a crise.


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