Goiânia, 04/04/2025
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Cremego ameaça interditar maternidades de Goiânia por falta de medicamentos para bebês prematuros

11/10/24

O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) anunciou a possibilidade de interdição ética das três maternidades da Prefeitura de Goiânia – Dona Íris, Nascer Cidadão e Célia Câmara – devido à falta de medicamentos e insumos essenciais, como o surfactante, necessário para o funcionamento pulmonar de bebês prematuros. Segundo o Cremego, as maternidades enfrentam uma “crise sem precedentes” e podem ser interditadas em até dez dias caso a situação não seja resolvida.

As maternidades realizam cerca de 8 mil procedimentos e 1,5 mil partos por mês, mas, de acordo com o Conselho, sofrem com a escassez de medicamentos básicos, falta de higiene, equipamentos de proteção e materiais esterilizados. Além disso, há denúncias de insegurança e condições inadequadas para o trabalho dos profissionais de saúde, o que compromete a qualidade e segurança no atendimento à população.

A presidente do Cremego, Sheila Soares Ferro Lustosa Victor, e o diretor Robson Azevedo apontaram que a falta de repasses regulares de verbas da Prefeitura tem agravado a crise nas unidades. Apesar de a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ter se comprometido a apresentar uma solução em dez dias, utilizando recursos do Fundo Municipal de Saúde e do SUS, a situação permanece crítica.

Diante da gravidade, o Poder Judiciário chegou a bloquear verbas da Prefeitura para forçar os repasses, mas os recursos ainda não foram regularizados. O Cremego já articula com maternidades estaduais para que estas absorvam a demanda, caso a situação não seja resolvida pela Prefeitura de Goiânia, que enfrenta o mesmo problema desde o ano passado, quando as maternidades já haviam sido ameaçadas de interdição pelo mesmo motivo.


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