12/10/24
Após a derrota no primeiro turno das eleições em Aparecida de Goiânia, o candidato a prefeito pelo PL, Professor Alcides, tem adotado uma nova tática que, segundo críticas, envolve ataques às figuras públicas e falta de autocrítica. Em artigo publicado no portal G5 News, o jornalista Rafael de Sousa destacou a mudança de postura do candidato, apontando que Alcides agora “profana o luto” e prefere “atacar mortos” a admitir seus erros.
O episódio mais polêmico envolve declarações do candidato sobre o ex-prefeito de Aparecida Maguito Vilela, uma figura política amplamente respeitada na cidade. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Alcides fez um comentário que gerou indignação entre os eleitores e apoiadores do legado de Maguito: “Maguito está morto e enterrado há mais de dois anos. É um saudosismo afirmar que o cara [Vilela] é parente dele, mas os dedos das mãos não são iguais”. Essa fala foi vista como uma desconsideração ao impacto que Maguito teve em Aparecida e ignorou a trajetória de Leandro Vilela, sobrinho de Maguito, que foi deputado federal por três mandatos.
Além disso, Alcides tem sido criticado por sua postura em relação a mulheres na política. “Mas o que esperar de um candidato que chama mulheres de puta e deputadas de loucas histéricas por discordarem dele?”, questiona Rafael de Sousa no artigo, lembrando falas anteriores do candidato que reforçam uma imagem de desprezo em relação a críticas femininas.
Em meio às polêmicas, Alcides também culpou sua equipe de marketing pela derrota no primeiro turno, afirmando: “Foi um erro do meu marketing. E agora, no segundo turno, eu vou fazer as coisas da minha vontade. Nós vamos enfrentar isso de frente, vamos participar de todos os debates, de todas as entrevistas nos canais de televisão, de rádio”. Essa declaração contrasta com o que o candidato havia dito anteriormente, quando justificou sua ausência na mídia como uma decisão estratégica para evitar contestações patrocinadas por seus adversários.
A mudança de tom na campanha de Alcides, marcada por declarações controvérsias e falta de autocrítica, levanta preocupações sobre sua capacidade de lidar com as responsabilidades de uma eventual gestão municipal. Segundo Rafael de Sousa, caso eleito, o candidato pode se tornar um "prefeito terceirizador", que evita assumir responsabilidades e culpa terceiros pelos problemas de sua administração.