14/10/24
A Maternidade Dona Iris, em Goiânia, tem recusado pacientes de emergência vindos de Aparecida de Goiânia, agravando a situação de gestantes que precisam de atendimento imediato. A crise no atendimento se intensifica devido à falta de repasses financeiros à Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), responsável pela gestão das unidades.
De acordo com a Fundahc, a dívida acumulada com a entidade chega a cerca de R$ 95 milhões. “Esse cenário gerou um acúmulo de dívidas com fornecedores e prestadores de serviços, impossibilitando a manutenção de condições mínimas de funcionamento nas maternidades”, informou a instituição. A crise financeira afeta também outras unidades de saúde em Goiânia, como as maternidades Nascer Cidadão e Célia Câmara, que em agosto suspenderam atendimentos eletivos devido à superlotação.
O corte no atendimento de emergência ocorre em um momento crítico para a saúde pública na capital e região metropolitana. Pacientes de Aparecida de Goiânia, que buscam assistência nas maternidades de Goiânia, têm sido recusados, mesmo em situações graves, refletindo a incapacidade de lidar com a alta demanda por leitos e a escassez de recursos financeiros para manter as operações.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ainda não comentou as novas recusas de atendimento emergencial, mas a falta de pagamento à Fundahc e o acúmulo de dívidas são apontados como os principais fatores que impedem a normalização dos serviços nas maternidades.