Goiânia, 04/04/2025
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Professor Alcides fez acordo com o Ministério Público após agressão a professora

22/10/24

O candidato à Prefeitura de Aparecida de Goiânia pelo PL, Professor Alcides, precisou firmar um acordo com o Ministério Público após ser acusado de agredir fisicamente e verbalmente uma professora do Centro Universitário Alfredo Nasser (Unifan). A denúncia, feita pela docente Keilly Magila Gonçalves Assis Moura, foi registrada na Polícia Civil de Goiás (PCGO) e inclui acusações de lesão corporal, injúria e constrangimento ilegal.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a professora passou por um exame no Instituto Médico Legal (IML), que confirmou as agressões físicas sofridas. Seis meses após o episódio, em 18 de agosto de 2011, Professor Alcides compareceu a uma audiência preliminar representado por sua advogada, onde aceitou um acordo de transação penal com o Ministério Público. Professor Alcides ainda não se pronunciou sobre o caso.

Para evitar o início de um processo penal que poderia resultar em detenção, Alcides concordou em pagar uma multa de R$ 500 à Casa de Amparo e Reabilitação Feminina – Igreja Cristã Evangélica Avivamento de Goiânia, um valor que estava abaixo do salário-mínimo da época. Testemunhas do incidente afirmam que, além das agressões físicas, o professor teria insultado a professora com ofensas verbais.

O acordo de transação penal é uma alternativa judicial utilizada para crimes de menor potencial ofensivo, onde a pena máxima não excede dois anos. No caso de Professor Alcides, o pagamento da multa foi aceito em troca da não formalização de um processo criminal.

O episódio ocorreu quando a professora Keilly Magila retornou à Unifan em 2011, dois anos após a conclusão de sua pós-graduação, para solicitar a comprovação do pagamento de uma taxa referente à primeira via de seu diploma. Segundo o relato da professora, uma funcionária informou que o documento não seria entregue e que ela deveria aguardar atendimento com o diretor financeiro. Contudo, quem a atendeu foi o próprio Professor Alcides, que, segundo ela, já se encontrava exaltado.

A professora relatou que Alcides recusou a emissão do comprovante e pediu que ela deixasse a sala. Diante da negativa de Keilly Magila em sair sem o documento, ela alegou que o professor a segurou pelo braço, insultou com xingamentos, deu tapas no rosto dela, puxou seus cabelos e, com a ajuda de seguranças, a retirou do local. Ainda conforme o depoimento, objetos como livros e um telefone foram arremessados em sua direção pelo candidato.


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