Goiânia, 04/04/2025
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Gestão Rogério Cruz não consegue resolver crise da saúde

23/10/24

A prefeitura de Goiânia demonstra sua incapacidade em resolver os problemas críticos da saúde. Em uma reunião crucial com as maternidades públicas, o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, não apresentou propostas concretas para solucionar a dívida de mais de R$ 127 milhões acumulada pela administração com a Fundahc/UFG, responsável pelas maternidades. Essa dívida inclui obrigações vencidas e passivos trabalhistas, revelando uma crise financeira que afeta diretamente a prestação de serviços de saúde.

Mesmo diante da presença da vereadora Kátia Maria (PT), presidente da Comissão de Saúde da Câmara, e de representantes da UFG e Fundahc, o encontro terminou sem avanço. A diretora executiva da Fundahc, Lucilene Sousa, criticou a ausência de soluções apresentadas pela Prefeitura e afirmou que o diálogo segue sem perspectivas de resolução, devido à alegada falta de recursos do município.

Enquanto Pollara afirma que o município investe mais do que o mínimo constitucional de 15% na saúde, a vereadora Kátia rebate, ressaltando que a população não sente nenhuma melhora. A crise é visível, com falta de insumos, fechamento de salas de vacina e escassez de funcionários, especialmente nas maternidades.

A justificativa de Pollara, alegando queda na arrecadação, foi contestada pela Secretaria de Finanças, que garantiu que os repasses estão em dia e que a arrecadação está dentro do esperado. Isso reforça a percepção de desorganização na gestão da saúde.

Kátia Maria aponta que a situação nos CAIS, UPAs e maternidades é crítica, e que já foi encaminhado um relatório ao Ministério Público para que investigações sejam conduzidas. A crise na saúde de Goiânia parece longe de ser solucionada, expondo a ineficiência da atual administração.


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