24/10/24
A recente polêmica envolvendo o ex-deputado estadual e candidato à Prefeitura de Goiânia pelo PL, Fred Rodrigues (PL), ganhou novas proporções após questionamentos sobre sua formação acadêmica. A falta de comprovação de um diploma de curso superior, que já havia causado repercussão negativa, agora levanta a suspeita de possível falsidade ideológica. A situação se agravou quando se descobriu que Fred declarou possuir um curso superior em Direito, uma informação questionada tanto pela Justiça Eleitoral quanto pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), onde ele ocupou um cargo de diretoria e a dúvida que fica no ar: Fred apresentou diploma falso à Casa?
Após a cassação de seu mandato como deputado estadual, Fred foi nomeado para a Diretoria de Promoção de Mídias Sociais da Alego — um cargo que exige formação superior, conforme determinado pela Resolução nº 1.007/1999, que regulamenta os pré-requisitos para posições de direção na Assembleia. Na ficha cadastral entregue à Alego, assinada por Fred em 1º de janeiro deste ano, ele informou ter concluído o curso de Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) em 2010.
No entanto, a PUC-GO, em resposta à Justiça Eleitoral, afirmou que Fred Rodrigues não completou os requisitos para o diploma. Segundo a universidade, apesar de Fred ter cursado todas as disciplinas entre 2004 e 2010, ele não concluiu 200 horas de atividades complementares, um componente curricular obrigatório. Seu cadastro na PUC foi desativado desde 2013, e ele "não colou grau em direito", conforme detalhou a instituição. A resposta da PUC veio após uma solicitação da coligação adversária, liderada por Sandro Mabel (UB), em busca de provas que contestassem a formação acadêmica do candidato.
Diante da revelação, o presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto (UB), responsável pela nomeação de Fred ao cargo de diretor, declarou que encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da Assembleia para análise. A questão pode configurar falsidade ideológica e uso de documento falso, crimes previstos no Código Penal, caso se comprove que Fred forneceu informações inverídicas para obter o cargo. Além disso, há discussões internas sobre a possibilidade de exigir a devolução dos salários recebidos, que somavam R$ 21,37 mil mensais.
Em resposta, a assessoria de Fred Rodrigues afirmou que as explicações já foram prestadas e que o candidato não ocultou informações. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Fred tentou minimizar a polêmica, argumentando: "A PUC falou o que sempre falei. Eu cursei, me formei em todas as matérias da grade curricular de direito e fiz a monografia. Não peguei o diploma porque fui trabalhar na área digital e comunicação e não dei entrada com colação de grau". Ele também justificou que o registro de ensino superior completo na candidatura foi um "erro" e que já solicitou a correção. Quanto às horas complementares, Fred alegou que, embora as tenha realizado, elas "prescreveram". A repercussão do caso traz dúvidas sobre a credibilidade de Fred Rodrigues, especialmente em um momento decisivo de campanha eleitoral.