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Justiça de Goiás decreta prisão de dois envolvidos no assassinato do radialista Valério Luiz

09/11/24

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) decretou, nesta sexta-feira, 8, a prisão de Marcus Vinícius Pereira Xavier e Urbano de Carvalho Malta, condenados pelo assassinato do radialista Valério Luiz, em 2012. Ambos foram responsabilizados por participação no planejamento e execução do crime, que teria sido ordenado pelo ex-cartorário Maurício Borges Sampaio, segundo investigações.

Marcus Vinícius, apontado como executor do assassinato, foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado, enquanto Urbano Malta, reconhecido como intermediário, recebeu pena de 13 anos e 7 meses de reclusão. A decisão de prisão provisória foi assinada pelo juiz Lourival Machado da Costa, ao autorizar a execução das sentenças e determinar que ambos sejam imediatamente apresentados à autoridade policial competente, responsável por comunicar o cumprimento da decisão.

A prisão de Marcus e Urbano ocorre após a manutenção, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), das sentenças impostas pelo Tribunal do Júri em novembro de 2022, quando os envolvidos no assassinato foram condenados. Em junho de 2024, o TJGO já havia expedido o mandado de prisão contra Maurício Sampaio, acusado como mandante do crime, após o STJ rejeitar recursos de sua defesa para suspender o julgamento.

Sampaio se entregou à polícia uma semana após o mandado e cumpre pena no Complexo Prisional em Aparecida de Goiânia. Ademá Figueiredo, policial da reserva também condenado pelo caso, cumpre pena no presídio militar em Goiânia.

Os quatro acusados foram condenados pelo Tribunal do Júri em 9 de novembro de 2022. Maurício Sampaio foi condenado a 16 anos de prisão como mandante do crime. Ademá Figuerêdo, acusado de ser o autor dos disparos, recebeu a mesma pena, enquanto Marcus Vinícius e Urbano Malta foram condenados a 14 anos por participação no planejamento e execução do assassinato. Djalma Gomes da Silva, outro suspeito, foi absolvido pelo júri.

A defesa de Urbano de Carvalho Malta considera a prisão ilegal. Em nota, alegou que a decisão do TJGO anterior, que concedia habeas corpus a Urbano, não foi contestada pela acusação, consolidando o direito de seu cliente de aguardar o julgamento definitivo em liberdade. A defesa afirmou que entrará com novo pedido de habeas corpus.

O Caso
O crime que vitimou o radialista Valério Luiz completou 12 anos em 5 de julho deste ano. O comunicador foi morto a tiros ao sair da Rádio 730, localizada no Setor Bueno, em Goiânia. De acordo com o inquérito policial, Ademá Figueiredo, junto com os demais acusados, teria realizado os disparos. As investigações apontaram que as críticas feitas pelo radialista ao Atlético Clube Goianiense, equipe ligada ao então diretor Maurício Sampaio, foram o principal motivo do crime.

Além de Maurício e Ademá, Marcus Vinícius foi identificado como coautor por ter fornecido a moto, camisa e capacete usados no crime, enquanto Urbano teria sido responsável por articular detalhes do homicídio.


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