Goiânia, 04/04/2025
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Valdivino Oliveira prevê ajuste fiscal por quatro anos em Goiânia

12/11/24

O próximo secretário de Finanças de Goiânia, Valdivino Oliveira, adiantou nesta segunda-feira, 11, que o “aperto” fiscal durará toda a gestão do prefeito eleito Sandro Mabel (União Brasil), com o objetivo de reverter o déficit atual da Prefeitura. Confirmado para o cargo pelo próprio Mabel durante uma coletiva da equipe de transição no Paço Municipal, Oliveira declarou que a prioridade será “otimizar a arrecadação e minimizar os gastos” da capital.

“A meta principal é transformar o déficit em superávit”, afirmou o economista, que se une à gestão de Mabel em um momento de desequilíbrio financeiro. Em 2023, o saldo negativo da Prefeitura chegou a R$ 111 milhões e avançou para R$ 349 milhões até o segundo quadrimestre de 2024. A equipe de Mabel estima que o município poderá encerrar o ano com um déficit de cerca de R$ 800 milhões, apesar de projeções durante a campanha indicarem um rombo que poderia alcançar R$ 1,5 bilhão. 

“Vamos trabalhar firmemente nas duas frentes para reorganizar as contas. É a única maneira de inverter a situação que a cidade enfrenta há anos”, completou Oliveira, ao explicar que o processo de saneamento financeiro levará os quatro anos da gestão, pois exige ajustes contínuos. “Vamos buscar sempre maximizar a arrecadação e reduzir despesas para garantir o retorno ao superávit, como Goiânia já experimentou em outros tempos”, afirmou, reforçando que o equilíbrio fiscal permitirá ao prefeito planejar obras e intervenções na cidade.

O prefeito eleito Sandro Mabel elogiou a experiência de Oliveira, ao ressaltar sua importância para assegurar que os compromissos financeiros da Prefeitura sejam honrados. “Contamos com ele para dar equilíbrio ao nosso trabalho de ajuste, e já avisamos a todos que vamos manter as contas em dia”, disse Mabel. O futuro prefeito também destacou em reunião com a Adial Goiás que o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) será uma área de atuação rigorosa nos próximos anos, especialmente para criar uma base sólida para o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) — unificado pelo ISS e ICMS na reforma tributária. “Quem não estiver pagando ISS, que se prepare para começar”, advertiu Mabel.

Entre os principais desafios para reduzir gastos, Valdivino Oliveira destacou a folha de pagamento dos servidores, que é hoje uma das maiores despesas da Prefeitura. Segundo um relatório do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), o custo com pessoal atingiu 49,84% da receita corrente líquida em 2023, muito próximo do limite de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A solução, segundo Oliveira, inclui “cortar as gorduras”, eliminando secretarias e cargos desnecessários para reduzir essa pressão sobre o orçamento.

Outro ponto de foco da nova gestão é a readequação da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, encaminhada pelo prefeito atual, Rogério Cruz (SD), à Câmara Municipal. “Queremos que esse orçamento reflita as prioridades da nova gestão, que traz outros projetos e precisa reavaliar o que foi proposto para o próximo ano”, concluiu o futuro secretário.


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