15/11/24
O ataque com explosivos ocorrido na Praça dos Três Poderes, em Brasília, na última quarta-feira (13), mobilizou a bancada de deputados federais de Goiás. O episódio, que resultou na morte do autor Francisco Wanderley Luiz, ex-candidato a vereador pelo PL, gerou cobranças por investigações, reforço na segurança e abriu debates sobre a relação entre o atentado e a polarização política no Brasil.
A deputada Flávia Morais (PDT), líder da bancada goiana, destacou o impacto do episódio no debate sobre o projeto de lei da anistia, que tramita na Câmara para perdoar os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. "Esse atentado evidencia os extremos do radicalismo e certamente prejudicará a tramitação do PL da Anistia", afirmou.
Glaustin da Fokus (Podemos) reforçou que o caso é um reflexo da polarização política. "O Brasil está podre com esse extremismo, de ambos os lados. Precisamos de consciência e ações para conter essa escalada", disse. O parlamentar também defendeu o fortalecimento da segurança na Praça dos Três Poderes.
Zacharias Calil (União Brasil) classificou o ataque como uma "afronta contra a população, o Supremo e os parlamentares" e alertou para o risco à vida de servidores e frequentadores da área. Calil também acredita que o episódio prejudica o PL da Anistia.
Adriana Accorsi (PT) descreveu o ataque como "ato terrorista" e apontou relação direta com os eventos de 8 de janeiro. Para a parlamentar, punições severas são essenciais para proteger a democracia. "A anistia está enterrada", afirmou.
No campo governista, o PL busca se desvincular do autor. Professor Alcides (PL) classificou o caso como "isolado" e sugeriu que Francisco, que foi candidato pelo partido em 2020, "deve ser maluco". O deputado também minimizou a repercussão do ataque contra o PL da Anistia.
Gustavo Gayer (PL), em mensagens de WhatsApp reveladas pela imprensa, admitiu que a ligação do autor com o partido pode complicar a aprovação da anistia. Em vídeo, porém, reforçou que Francisco tinha problemas mentais e negou conexões entre o ataque e o bolsonarismo.