16/11/24
O senador Wilder Morais (PL-GO) tem chamado atenção pelo silêncio diante de um dos episódios políticos mais marcantes dos últimos dias: a tentativa de atentado contra o Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida na quarta-feira, 13, em Brasília. A ausência de posicionamento público do parlamentar contrasta com o papel que ele almeja desempenhar no cenário político estadual, especialmente com rumores sobre sua candidatura ao Governo de Goiás.
O atentado, praticado por Francisco Wanderley Luiz, que morreu ao detonar um artefato explosivo em frente ao STF, levantou debates sobre segurança pública e democracia. Luiz, identificado como ex-filiado ao Partido Liberal (PL), sigla à qual Wilder também pertence, gerou críticas à postura de lideranças bolsonaristas e a falta de condenação mais ampla a atos extremistas.
O silêncio de Wilder Morais também ocorre em um momento de baixa política para o senador. Após derrotas significativas de seus aliados em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Rio Verde, ele simplesmente desapareceu depois das derrotas.
Para quem acompanha a trajetória do senador, o comportamento é visto como estratégia arriscada e o maior exemplo foi o seu aliado professor Alcides (PL), que ao concorrer a Prefeitura de Aparecida de Goiânia preferiu não conceder entrevistas, participar de debates e sabatinas. Resultado: Leandro Vilela (MDB), que chegou a ter mais de 15 pontos atras de Alcides ganhou as eleições.