Goiânia, 04/04/2025
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Congresso em Foco mostra as acusações da PF contra Gustavo Gayer

18/11/24

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e seus assessores foram alvos de uma operação da Polícia Federal no último mês de outurbo, em Goiânia e nos municípios de Cidade Ocidental e Valparaíso de Goiás. As acusações incluem a utilização irregular de recursos da cota parlamentar para contratações ilegais, além da criação de uma associação criminosa para desviar verbas de emendas parlamentares. As investigações são desdobramentos de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os financiadores dos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. As informações são do Congresso em Foco.

Entre as irregularidades apontadas, a PF identificou um esquema envolvendo a empresa Goiás Online, registrada como agência de publicidade, mas usada para fins pessoais. João Paulo de Souza Cavalcante, dono da empresa, recebeu repasses de R$ 24 mil do gabinete de Gayer, embora estivesse inelegível e, portanto, impedido de ocupar cargos públicos. Além disso, o local que sedia o escritório de apoio parlamentar do deputado é sua própria propriedade, onde ele administrava um curso de inglês antes do mandato. A verba pública foi usada para pagar despesas do imóvel, que também abriga a empresa de seu filho, Gabriel Gayer, configurando uso indevido de recursos.

Outra acusação envolve a tentativa de desviar emendas parlamentares por meio de uma associação do terceiro setor adquirida pelo grupo. A entidade, comprada por R$ 6 mil, foi reformulada para se tornar apta a receber verbas públicas, com alterações em seu estatuto que incluíam assinaturas de supostas atas por pessoas que eram crianças na época. A investigação ainda não concluiu se a operação obteve sucesso, mas reconheceu a intenção de fraudar o sistema de emendas.

As mensagens obtidas no celular de João Paulo Cavalcante, preso por envolvimento nos atos antidemocráticos de janeiro, revelaram detalhes do esquema. Os registros mostram a participação de assessores do gabinete de Gayer e de outros aliados na administração do suposto esquema, sugerindo uma operação coordenada para desviar recursos públicos em benefício do deputado e de seus associados. A investigação segue em andamento.


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