18/11/24
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) provocou polêmica ao minimizar a tentativa de atentado terrorista no Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida recentemente. Em suas redes sociais, Gayer afirmou que o ato não foi um ataque ao STF ou à Câmara dos Deputados, mas um gesto desesperado de uma pessoa com "claro distúrbio mental". A declaração contrasta com a postura rígida que o parlamentar costuma adotar ao tratar de outros crimes, como o atentado contra o então candidato Jair Bolsonaro, em 2018.
No caso de Adélio Bispo, responsável pela facada em Bolsonaro, Gayer sempre defendeu uma investigação rigorosa, questionou a versão oficial de que o autor agiu sozinho e pediu punições exemplares. Já em relação ao ataque ao STF, a narrativa do deputado apresenta um tom complacente, atribuindo a responsabilidade ao estado psicológico do agressor e afastando qualquer conexão com motivações políticas ou terroristas.
A declaração gerou críticas nas redes sociais, com usuários apontando incoerências na postura de Gayer. Para especialistas, minimizar um atentado terrorista pode enfraquecer o combate a atos de violência contra instituições democráticas. "Tratar atos de violência institucional de maneira seletiva abre precedentes perigosos, especialmente em um contexto de radicalização política", afirmou um analista de segurança pública.
A tentativa de ataque ao STF, realizada com um artefato explosivo, foi amplamente condenada por autoridades e entidades da sociedade civil como uma ameaça à democracia. Apesar disso, declarações como a de Gayer colocam em evidência um discurso que parece relativizar a gravidade do ocorrido, dependendo do contexto político ou do alvo envolvido. A dualidade de posicionamentos segue alimentando debates sobre coerência e responsabilidade de representantes públicos em suas manifestações.