Goiânia, 04/04/2025
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Militares planejaram golpe com assassinato de Lula, Alckmin e Moraes

19/11/24

A Polícia Federal (PF) realizou na manhã desta terça-feira (19) a prisão preventiva de quatro militares das Forças Especiais, conhecidas como "kidas pretos", e de um policial federal, acusados de participação em um plano golpista que incluía o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Os militares detidos são Hélio Ferreira Lima, Mario Fernandes, Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra de Azevedo. O policial federal preso é Wladimir Matos Soares. A operação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, retirar o sigilo das investigações que levaram à ação.

Entre os presos está o general da reserva Mario Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro e colaborador do gabinete de Eduardo Pazuello até março de 2024. Já os tenentes-coronéis Rodrigo de Azevedo e Hélio Lima foram presos no Comando Militar do Leste enquanto participavam da segurança do G20, no Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, o plano golpista, denominado "Punhal Verde e Amarelo", previa a execução das lideranças eleitas em 15 de dezembro de 2022. O esquema teria sido elaborado por militares altamente treinados, com conhecimento de técnicas avançadas de combate e resistência, típicas das Forças Especiais.

Segundo as investigações, o plano incluía o uso de recursos humanos e bélicos sofisticados, com a formação de um "Gabinete Institucional de Gestão de Crise", composto pelos conspiradores, para gerenciar os conflitos decorrentes do golpe. O material apreendido em operações anteriores foi fundamental para desmantelar a rede envolvida.

A delação do tenente-coronel Mauro Cid revelou que, após a derrota eleitoral, o então presidente Jair Bolsonaro discutiu com comandantes militares uma minuta de decreto golpista para impedir a posse de Lula. Bolsonaro é investigado no mesmo inquérito que apura o plano de golpe.

A defesa dos acusados ainda não se pronunciou, e o espaço segue aberto. A operação marca mais um capítulo no esforço das autoridades para desmantelar redes golpistas e reforçar a estabilidade democrática do país.


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