Goiânia, 04/04/2025
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Gestão Vilmar Mariano: Aparecida lidera dívida do transporte coletivo, com R$ 13,7 milhões em atraso

22/11/24

 

Aparecida de Goiânia, sob a gestão de Vilmar Mariano (UB), acumula a maior dívida entre os municípios da Região Metropolitana de Goiânia no subsídio do transporte coletivo, com R$ 13,7 milhões em faturas abertas. O levantamento, feito pelo portal Mais Goiás com base em dados da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), revela que a dívida de Aparecida pode chegar a R$ 18 milhões se contabilizado o mês de outubro, ainda dentro do prazo de carência para pagamento.

Ao todo, as prefeituras de Aparecida, Goiânia, Trindade e Goianira acumulam um débito superior a R$ 38 milhões. Goiânia deve pouco mais de R$ 10 milhões, enquanto Trindade e Goianira têm atrasos de R$ 8 milhões e R$ 5 milhões, respectivamente.

O presidente da CMTC, Murilo Ulhôa, destacou que a situação mais crítica é a de Aparecida, que acumula débitos de quatro meses. “Ainda estamos aguardando uma proposta concreta da gestão Vilmar Mariano para resolver a pendência. Goiânia, por exemplo, tem apenas um mês em atraso e já sinalizou um compromisso de pagamento nos próximos dias”, explicou Ulhôa.

O secretário da Fazenda de Aparecida de Goiânia, Einstein Paniago, garantiu que as faturas serão regularizadas ainda em novembro, mas defendeu o município contra acusações de inadimplência. “Não consideramos inadimplência até que os 90 dias previstos em lei para auditoria das faturas sejam completados. É uma divergência conceitual. A determinação do prefeito Vilmar Mariano é clara: regularizar as pendências”, afirmou.

Segundo Paniago, os pagamentos devem começar após o dia 28 de novembro, quando será concluída a auditoria dos valores. Ele também apontou que o aumento significativo do subsídio ao longo de 2023 impactou o fluxo financeiro do município, dificultando a manutenção em dia dos repasses.

“Apesar de termos quitado dívidas acumuladas no início do ano, os valores do subsídio praticamente dobraram, e isso gerou um desequilíbrio. Estamos ajustando o fluxo para equalizar a situação até o fim do ano”, completou o secretário.

A regularização da dívida é urgente, visto que o montante acumulado compromete o equilíbrio financeiro do sistema de transporte coletivo e ameaça a continuidade do serviço em uma das cidades mais populosas da região.


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