24/11/24
Goiânia enfrenta um déficit habitacional de 27.403 moradias, de acordo com o cadastro habitacional do município. A maior parte dessa carência atinge famílias com renda de até dois salários mínimos (R$ 2.850), contempladas na Faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que representam 79,83% do total.
O déficit habitacional reflete a diferença entre a demanda e a oferta de moradias que atendam às condições mínimas de habitabilidade, como segurança, salubridade e acesso a serviços básicos. Para a vereadora Sabrina Garcez (Republicanos), a solução passa pela construção de novas habitações voltadas para famílias vulneráveis, mas com uma abordagem diferente: priorizar áreas mais centrais da cidade.
abrina defende que construir moradias em regiões afastadas foi um erro que agravou outros problemas sociais. “Foi pensado em fazer habitações em regiões mais afastadas dos centros da cidade porque o terreno era mais barato. Isso faz com que existam dificuldades estruturais, como o deslocamento com o transporte coletivo e a ausência de infraestrutura básica nesses locais. Então é necessário repensar essa logística e trazer essas habitações para regiões mais centrais”, explicou em entrevista ao jornal Opção.
A parlamentar destacou o potencial do programa CentralizaGyn como um dos caminhos para enfrentar o problema. “Temos regiões como o Centro e Campinas onde houve uma fuga dos moradores, restando apenas o comércio. A revitalização do Centro pode ajudar a trazer moradores e negócios de volta. O projeto ainda precisa de ajustes, mas é unânime que o Centro precisa de reforma, e isso pode resolver parte do problema de habitação com a reutilização de prédios abandonados na região”, afirmou.
Outra solução apontada por Sabrina é adaptar os prédios antigos do Centro às novas configurações familiares. “Os prédios do Centro foram projetados décadas atrás, quando as famílias eram maiores. Hoje, precisamos de apartamentos com um ou dois quartos, suficientes para famílias menores. Essa adaptação pode reduzir o preço dos aluguéis e atrair novos moradores para a região,” destacou.
Ela também ressaltou a importância de preservar o patrimônio histórico da cidade, especialmente o estilo Art Déco, característico de Goiânia. Sabrina sugeriu incentivos financeiros para os proprietários de prédios tombados, aliviando os custos de manutenção dessas edificações. “Hoje, os donos desses imóveis arcam sozinhos com a preservação. A cidade deve participar desse processo e oferecer suporte financeiro para manter o patrimônio,” concluiu.