25/11/24
A rede pública de unidades de terapia intensiva (UTIs) em Goiânia está à beira do colapso, com consequências trágicas. Em apenas uma semana, três pessoas morreram aguardando uma vaga, problema que, segundo o Ministério Público, persiste há pelo menos sete meses.
Em editorial publicado no fim de semana, O Popular destacou que a ocupação dos leitos na rede municipal alcançou 83%. No entanto, a maioria das vagas restantes é destinada a pacientes com perfis específicos, como gestantes, puérperas e pessoas em tratamento oncológico. Essa limitação gera um efeito cascata na rede regulada pelo complexo estadual, que, na última sexta-feira (22), não dispunha de nenhuma vaga em UTIs não Covid.
O problema é agravado por atrasos nos repasses da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e pela defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), o que tem levado hospitais privados conveniados ao descredenciamento. Com menos vagas disponíveis, o tempo de espera aumenta. Em maio, o MP já havia alertado que pacientes aguardavam mais de dois dias por um leito intensivo, ampliando o risco de mortes.
O prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), prometeu ampliar a oferta de UTIs por meio de acordos com a rede credenciada. Embora a medida possa ser uma solução emergencial, O Popular enfatiza que o cidadão goianiense necessita de uma resposta definitiva para superar a crise no atendimento intensivo.