27/11/24
A criação da Taxa de Limpeza Pública (TLP), que avança na Câmara Municipal com propostas da equipe do prefeito eleito Sandro Mabel (UB), reacende o debate sobre a necessidade de Goiânia reduzir a produção de resíduos e ampliar suas políticas de reciclagem. O projeto, que prevê cobranças proporcionais à área do imóvel e à frequência da coleta, reflete a urgência de alinhar a gestão do lixo urbano às demandas ambientais e econômicas do município.
Atualmente, Goiânia enfrenta desafios estruturais no manejo de resíduos. Apesar de ser uma das capitais com maior potencial de reciclagem no país, o índice de reaproveitamento ainda é baixo, e a maior parte do lixo segue para aterros sanitários, agravando os impactos ambientais. Especialistas apontam que políticas públicas para incentivo à redução de resíduos, coleta seletiva eficiente e parcerias com cooperativas de reciclagem são fundamentais para reverter esse cenário.
O projeto da TLP também traz questionamentos sobre o papel da sociedade na redução do lixo. Embora a proposta inclua medidas como subsídios para reduzir o impacto financeiro no bolso do contribuinte, ela não apresenta soluções claras para estimular a reciclagem e a redução do consumo de materiais descartáveis. A inclusão de políticas educativas e a ampliação da infraestrutura para coleta seletiva são apontadas como passos essenciais para que Goiânia avance na gestão sustentável de resíduos.
Passou da hora de Goiânia repensar sua relação com o lixo. Para além de novas taxas, é necessário que o município assuma compromissos concretos com a redução da produção de resíduos e com o fortalecimento da economia circular. Só assim será possível construir uma cidade mais limpa, sustentável e comprometida com o futuro das próximas gerações.