28/11/24
Em meio a uma série de crises que atingem Goiânia, incluindo problemas na saúde pública, falta de limpeza urbana e abandono em diversas áreas da cidade, o prefeito Rogério Cruz (SD) negou estar afastado da gestão.
Durante um pronunciamento de cinco minutos nesta quarta-feira (27), sem permitir perguntas da imprensa, Cruz afirmou que segue trabalhando até 31 de dezembro “todos os dias no Paço”. “Não joguei a toalha, não sou de jogar a toalha. Para quem viveu 16 anos num país em guerra, o trabalho não é nada. Eu trabalho e gosto de trabalhar”, declarou, em referência à sua experiência profissional na África.
Embora tenha reduzido drasticamente suas atividades públicas nos últimos meses, a assessoria do prefeito sustentava que ele mantinha compromissos internos. No entanto, sua ausência foi notada em momentos críticos, como na recente crise da saúde, em que quatro pacientes morreram à espera de vagas em UTIs, sem qualquer manifestação ou anúncio de medidas por parte do prefeito.
Questionado, Cruz minimizou os problemas, afirmando que a crise na saúde “não é uma dificuldade exclusiva de Goiânia” e que “todo o Brasil passa por essa situação”. Segundo ele, esforços têm sido feitos em parceria com o governo estadual para enfrentar os desafios da área.
Cruz também afirmou que está “preparando a Prefeitura para ser bem avaliada e bem entregue ao próximo gestor”, o prefeito eleito Sandro Mabel (UB). Ele justificou sua ausência nas reuniões de transição, dizendo que não é obrigado a participar diretamente, mas que tem atendido às solicitações da equipe do novo prefeito.