02/12/24
O prefeito de Goiânia Rogério Cruz (SD) caminha para um impeachment a menos de 30 dias do término de seu mandato. O movimento pelo afastamento do prefeito ganhou força na Câmara Municipal, onde parlamentares como Thialu Guiotti (Avante), Paulo Magalhães (UB) e Anselmo Pereira (MDB) discutem abertamente a medida.
Os desmandos na saúde pública, evidenciados pela Operação Comorbidade, que resultou na prisão do secretário de Saúde Wilson Pollara, somados à crise na limpeza urbana e atrasos generalizados em pagamentos a secretarias municipais, são apontados como as razões principais para a iniciativa. “É preciso estancar a sangria em Goiânia”, disse Guiotti, destacando que já há apoio de ao menos 20 vereadores — número suficiente para formalizar o pedido de impeachment.
Enquanto isso, o presidente da Câmara, Romário Policarpo (PRD), figura central na transição do governo para Sandro Mabel (UB), é cotado para assumir interinamente a Prefeitura, caso o afastamento seja aprovado. Policarpo, que já arquivou um pedido semelhante no passado, agora supervisiona o trâmite do processo, refletindo um ambiente político cada vez mais tenso nos últimos dias da administração Cruz.
Embora alguns analistas políticos questionem a viabilidade de um impeachment tão próximo da posse do novo governo, a pressão popular e os escândalos que marcaram a gestão de Cruz colocam o desfecho de seu mandato sob forte incerteza. Paralelamente, cresce a expectativa pelo secretariado de Mabel, que busca imprimir um perfil técnico e distante das práticas de Cruz, prometendo um recomeço para a capital.