11/12/24
O prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), informou nesta terça-feira (10), durante coletiva de imprensa sobre a reforma administrativa da capital, que decretará estado de calamidade pública nas áreas de Saúde e Finanças. As medidas emergenciais estão previstas para serem oficializadas logo no início de sua gestão, em 1º de janeiro de 2025.
Segundo Mabel, a cidade enfrenta um cenário de colapso, o que torna o decreto indispensável. “A situação de Goiânia é muito mais grave do que eu imaginei. Tenho experiência em administração, mas confesso estar assustado com o nível de deterioração geral da cidade”, declarou.
Decretos de calamidade pública são adotados quando a gestão pública reconhece incapacidade de responder adequadamente a crises, permitindo a mobilização de recursos estaduais e federais. A medida também possibilita maior flexibilidade fiscal, conforme a legislação brasileira, facilitando a liberação de verbas emergenciais.
O diagnóstico crítico feito por Mabel reforça alertas que ele já havia levantado durante a campanha eleitoral. Na época, o prefeito eleito citou um passivo de R$ 1,6 bilhão em dívidas da gestão municipal, baseado em relatórios da Secretaria de Finanças e outros dados públicos.
Entre os principais débitos destacados estão os relacionados à área de saúde. Em entrevista ao programa Universo Politheia, em outubro, Mabel apontou dívidas milionárias: R$ 300 milhões com o Instituto Municipal de Assistência à Saúde (Imas), R$ 47 milhões com anestesistas e montantes significativos com hospitais como o Hospital do Câncer, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Ortopédico.
“O Imas está quebrado. Hoje, o único ponto certo para o servidor público é o desconto no contracheque, porque o sistema de saúde não funciona mais”, criticou Mabel.
O decreto de calamidade sinaliza o tom de urgência que deverá marcar os primeiros meses do novo governo na tentativa de reverter o cenário crítico da capital.