14/12/24
A cúpula do Partido Liberal (PL) enfrenta uma crise de credibilidade após as denúncias que recaem sobre o deputado federal Professor Alcides. O caso, ainda sob investigação, envolve o parlamentar e mais três pessoas, gerando profundo desconforto dentro do partido em Goiás e no diretório nacional.
As acusações, que permanecem sob sigilo, contrariam a postura pública do ex-presidente Jair Bolsonaro, principal figura do PL, conhecido por defender medidas severas contra crimes relacionados a menores de idade. Essa contradição alimenta o mal-estar entre os membros do partido, que já enfrenta desafios no cenário político.
Na última quinta-feira, 12, em uma nota direcionada "ao povo goiano", o deputado repudiou as acusações e afirmou que sua orientação sexual está sendo usada de forma preconceituosa para atacá-lo politicamente. “Tentam estabelecer uma narrativa desonesta, baseada na distorção de fatos que teriam ocorrido e que supostamente envolveriam indiretamente meu nome. Nada de verdadeiro! Nenhum fato concreto, uma repetição vergonhosa de mentiras e a utilização abjeta do aparato policial do Estado”, afirmou.
Internamente, a legenda já demonstra preocupação com os danos potenciais à sua reputação. O silêncio oficial, tanto do diretório estadual quanto do nacional, é visto como uma tentativa de ganhar tempo enquanto os fatos são apurados.
A gravidade das denúncias também coloca o PL em uma posição delicada, dada a associação do partido com bandeiras de moralidade e segurança pública. A cúpula busca estratégias para mitigar os efeitos negativos dessa situação enquanto aguarda mais informações e o posicionamento oficial da defesa de Alcides.
O caso é acompanhado de perto por aliados e opositores, e o futuro político de Professor Alcides permanece incerto. Embora o partido ainda não tenha sinalizado quais medidas pretende adotar, o debate sobre os impactos da crise já se intensifica dentro e fora do PL, que segue sob pressão para proteger sua imagem e reforçar sua credibilidade perante o eleitorado.