14/12/24
Acusado de abusar sexualmente de um menino de 13 anos, o deputado Professor Alcides Ribeiro (PL) pode pegar 15 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. A mãe do jovem denunciou à Polícia Civil de Goiás os abusos que o filho, hoje com 16, teria sofrido ao longo do último triênio. O crime de estupro de vulnerável é caracterizado pela conjunção carnal ou qualquer ato libidinoso com menor de 14 anos, independentemente do consentimento da vítima.
Atualmente, a pena para esses casos é de 8 a 15 anos de prisão. Um projeto na Câmara busca aumentar a punição para 18 a 23 anos de detenção. A cúpula da Polícia Federal já tomou conhecimento do caso. Por ora, a ordem é aguardar os desdobramentos das investigações feitas pelas autoridades goianas. “A Justiça estadual está atuando”, informou um delegado da PF ao Metrópoles.
Um detalhe sórdido permeia as acusações contra o deputado Alcides Ribeiro. Há mais de 8 anos, o senador Jorge Kajuru expôs o suposto modus operandi do parlamentar.
Na ocasião, em 2016, Kajuru afirmou que Alcides assediava menores de idade que jogavam nas categorias de base do Atlético Goianiense, clube que disputou a 1ª divisão do Campeonato Brasileiro este ano. No depoimento que prestou recentemente, a mãe da vítima afirmou que o deputado atraiu o garoto, que sonhava virar jogador de futebol, justamente com a promessa de ascender no time goiano.
Ela relatou que no local de treinamento os demais jogadores foram liberados para ir ao campo, ao passo que o filho dela ficou sozinho com o político. Naquele momento teria começado o longo período de abuso. Procurado, Kajuru preferiu não comentar a denúncia que fez há quase uma década. “Aprendi na vida que não vale a pena entrar em coisas pessoais”, disse ele, que chegou a ser processado por Alcides Ribeiro.
Outro ponto que chama a atenção é que, no dia em que soube ser formalmente acusado de pedofilia, Alcides Ribeiro votou a favor da castração química para pedófilos. O texto foi aprovado no plenário da Câmara nesta quinta-feira, 12, e segue para o Senado. Ou seja: caso venha a ser condenado, o deputado deverá ser alvo da castração que ele mesmo propôs.