14/12/24
Ao assumir a Prefeitura de Goiânia, Sandro Mabel (UB) herdará uma série de desafios, incluindo até nove grandes obras paradas, que ficaram sem conclusão na administração de Rogério Cruz (SD). A atual gestão, que se encerra sem entregar grandes projetos, deixa para a próxima administração uma série de obras inacabadas, incluindo o Programa Goiânia Adiante, que tinha como meta investimentos de R$ 1 bilhão, mas que, até o final de 2023, tem apenas três dos 98 projetos previstos finalizados.
Entre os projetos herdados estão a pavimentação de bairros que aguardam benefícios desde 2012, como o Sítio Recreio dos Bandeirantes e a revitalização de unidades de saúde. A maior parte das obras em andamento, como o programa de tapa-buraco e a troca de iluminação pública, ainda precisa ser finalizada pela nova gestão. Além disso, Mabel terá que lidar com o Programa 630 km, iniciado ainda em 2020, que já está com 79,4% de conclusão e deverá ser entregue apenas em 2025.
O BRT Norte-Sul, que também atravessa gestões municipais, é outro exemplo de projeto sem solução definitiva. Lançado em 2014, o projeto já passou por diversas licitações e ajustes ao longo dos anos, mas ainda falta concluir a obra entre os terminais Recanto do Bosque e Cruzeiro, cujas propostas serão avaliadas em janeiro de 2024, sob a administração de Mabel.
Entre os compromissos não cumpridos pela gestão de Rogério Cruz estão a revitalização de centros de saúde e a construção de unidades de educação. O Programa 500 km de requalificação asfáltica, também parte do Goiânia Adiante, está com apenas 79,81% de execução, com a previsão de entrega para agosto de 2025.
Além disso, algumas promessas não cumpridas de Rogério Cruz, como a pavimentação de ruas e a construção de Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), têm previsão de conclusão apenas após 2025. Com o desafio de dar continuidade a essas obras, Mabel também encontrará projetos como o Centro de Zoonoses e as unidades de saúde modulares paralisadas, com a execução dessas melhorias atrasada desde 2021.
Enquanto isso, no campo da transparência, um projeto de lei sancionado recentemente pelo prefeito Rogério Cruz exige a instalação de placas indicativas em obras municipais paradas há mais de 60 dias. Essa medida visa informar a população sobre os atrasos, mas recebeu veto parcial do prefeito, que alega incompatibilidade com normas constitucionais. O controle sobre o andamento das obras será uma das prioridades da próxima gestão, que terá a missão de resolver os entraves deixados pela atual administração.