Goiânia, 04/04/2025
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Vilmar Mariano deixa Aparecida de Goiânia em caos administrativo

15/12/24

A poucos dias de encerrar sua passagem pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia, Vilmar Mariano, conhecido como Vilmarzinho, enfrenta críticas quanto à condução de sua gestão final. Relatos de servidores apontam para um cenário de abandono administrativo, com comparações ao comportamento do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, cunhando o termo “rogerar” para descrever sua ausência e descompromisso.

Conforme apurado pelo jornal Opção, a rotina na Cidade Administrativa de Aparecida está marcada por desorganização e insatisfação. “Vilmar sumiu. Nem está indo à Prefeitura todo dia”, revelou um servidor sob anonimato. Essa ausência teria deixado os serviços públicos à deriva, com falta de insumos essenciais para o funcionamento das repartições.

A situação mais grave, segundo o relato, é a escassez de combustível. Apenas ambulâncias e viaturas da Guarda Municipal estão sendo abastecidas, enquanto outros veículos oficiais enfrentam paralisações. Pequenos itens de uso diário, como pó de café nos prédios administrativos, também estariam em falta, agravando a sensação de desamparo entre os servidores.

Outro ponto de descontentamento é o atraso no cronograma de pagamento dos servidores municipais. Nos anos anteriores, a Prefeitura de Aparecida seguia uma prática que beneficiava os trabalhadores com três folhas salariais pagas no intervalo de 30 dias: o salário de novembro até o dia 28, o décimo terceiro até 5 de dezembro, e o salário de dezembro antes do Natal, por volta do dia 24.

Desta vez, porém, a situação mudou. Apesar de o prazo legal ainda estar em vigência, o décimo terceiro salário não foi depositado até o momento, e o pagamento de dezembro, tradicionalmente antecipado, só é esperado após o dia 25. “A coisa está feia, e vai cair tudo no colo da próxima gestão”, alertou um servidor.

Vilmarzinho, que assumiu a Prefeitura após a renúncia de Gustavo Mendanha, parece encerrar seu mandato deixando um legado problemático. Para muitos, o abandono administrativo nos últimos dias de sua gestão pode prejudicar a próxima administração, que herdará dívidas, desorganização e a insatisfação dos servidores municipais.


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