Goiânia, 04/04/2025
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Falta de combustível paralisa fiscalização e expõe crise na Prefeitura de Goiânia

17/12/24

Carros da Prefeitura de Goiânia ficaram sem combustível no último domingo (15), inviabilizando uma ação de fiscalização. A situação foi denunciada pelo prefeito eleito, Sandro Mabel (União Brasil), em vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ele, o problema foi informado pelo vereador Lucas Kitão (UB).

De acordo com Mabel, equipes da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) e da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) foram mobilizadas para fiscalizar uma invasão em uma área no Residencial Beatriz Nascimento, mas as viaturas não puderam se deslocar por falta de combustível.

O prefeito eleito relatou que recorreu ao presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo, que acionou a Guarda Civil Metropolitana (GCM). Porém, as viaturas da GCM também estavam sem combustível. “Foi necessário que os próprios agentes, e eu também, contribuíssemos para abastecer os veículos e evitar a invasão da área”, declarou Policarpo à TV Anhanguera.

Apesar do esforço, um agente da GCM informou que, ao chegar ao local, as equipes não encontraram invasores.

A crise no abastecimento não é nova. Conforme revelou O Popular, no início do mês, postos de combustíveis da capital deixaram de atender veículos de pelo menos quatro secretarias municipais devido à falta de repasses financeiros, responsabilidade atribuída à Dataplex. O problema afeta secretarias como Infraestrutura Urbana (Seinfra), Educação (SME) e Saúde (SMS).

A Secretaria Municipal de Administração (Semad) declarou, em nota, que as despesas com abastecimento foram devidamente liquidadas e regularizadas. No entanto, apontou irregularidades na medição e faturamento por parte da empresa Dataplex, contratada para gerenciar o abastecimento da frota. “A empresa utilizou critérios divergentes dos previstos no contrato”, afirmou. O órgão destacou ainda que o processo para a contratação de uma nova empresa está na Procuradoria Geral do Município para parecer jurídico.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) seria uma das áreas mais prejudicadas, com pelo menos duas ambulâncias paradas. O contrato com a Dataplex, firmado em julho deste ano ao custo de R$ 29,3 milhões, prevê o gerenciamento eletrônico do abastecimento da frota, mas tem gerado recorrentes dificuldades.

A falta de combustível revela desafios na gestão da frota e gera preocupações sobre a continuidade de serviços essenciais na capital.


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