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Ex-diretor da Prefeitura de Goiânia é considerado foragido pela Polícia Federal

17/12/24

Itallo Moreira de Almeida, ex-diretor administrativo da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME), está foragido da Polícia Federal (PF), que o acusa de envolvimento em um esquema de fraudes e desvios de recursos em contratos públicos que atingem pelo menos 14 estados. Ele foi exonerado em 10 de dezembro, no mesmo dia em que a Operação Overclean, conduzida pela PF da Bahia, expediu mandado de prisão contra ele e determinou seu afastamento de cargos públicos.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Popular nesta terça-feira (17), a operação investiga fraudes em licitações e superfaturamento de obras públicas, especialmente com recursos oriundos de emendas parlamentares. O grupo criminoso teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão, incluindo transporte de mais de R$ 1,5 milhão em suposta propina por meio de um jatinho a Brasília.

Itallo, único dos 17 alvos de prisão que segue foragido, é investigado por sua atuação como servidor da Secretaria Estadual de Educação do Tocantins, onde teria facilitado contratações de uma empresa ligada ao esquema. De acordo com a PF, ele recebeu R$ 172.590,00 em transferências para contas indicadas aos empresários envolvidos no caso.

Nomeado na SME de Goiânia em 20 de agosto, Itallo foi indicado junto ao então novo secretário da pasta, Danilo de Azevedo Costa, ambos com histórico de atuação no Tocantins. Apesar da nomeação, Itallo só se desligou oficialmente do governo tocantinense em 30 de setembro, onde ocupava o cargo de assistente especializado II desde 2023 e havia exercido outras funções comissionadas desde 2021.

A PF afirma que Itallo favoreceu a empresa Larclean Saúde Ambiental, que conseguiu contratos com três secretarias do Tocantins, em troca de depósitos de suposta propina em contas por ele indicadas. Ele é investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


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