19/12/24
Apesar de se intitular pastor, o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, enfrenta uma crescente onda de críticas devido à distância entre seus discursos e suas ações. A promessa de trabalhar incansavelmente até o último dia de seu mandato foi mais uma entre as várias que ficaram apenas no papel. Longe do gabinete, de eventos públicos e das redes sociais, sua última publicação no Instagram data de 6 de dezembro, nos Jogos Educacionais de 2024, enquanto sua última aparição pública ocorreu na sexta-feira (13), quando abandonou uma audiência de prestação de contas na Câmara Municipal.
A gestão de Rogério Cruz, já marcada por escândalos e investigações, também se mostra ineficiente em lidar com os problemas reais de Goiânia. Sob sua administração, o Paço Municipal acumulou investigações conduzidas pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) e pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO). Entre as acusações estão irregularidades contratuais e desvios de verbas envolvendo três secretarias municipais, com 11 procedimentos abertos somente pelo MP. Embora o órgão afirme que não há provas diretas que vinculem o prefeito aos crimes, sua postura de se isentar de responsabilidades tem agravado a crise.
Anteriormente, em uma coletiva de imprensa sobre uma operação policial contra a Prefeitura, Rogério Cruz tentou justificar os problemas e prometeu permanecer no gabinete até o fim de sua gestão. No entanto, sua ausência recorrente sugere o contrário. Essa falta de liderança é um reflexo de uma administração que parece ter desistido antes mesmo de concluir seu mandato, deixando Goiânia sem direção em meio a desafios significativos.
Enquanto a cidade enfrenta o peso de uma gestão descompromissada, marcada por discursos vazios e promessas não cumpridas, Rogério Cruz parece cada vez mais distante das responsabilidades de seu cargo. Embora as investigações possam não o atingir diretamente, ele não escapará das consequências legais, como as previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, conforme sua fé, terá de prestar contas no Juízo Final, onde, como bem diz a Escritura: "A quem muito foi dado, muito será cobrado."