Goiânia, 04/04/2025
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Amigo de Bolsonaro defende Vitor Hugo e critica Wilder Morais por falta de diálogo no PL

19/12/24

Aliado de longa data de Jair Bolsonaro (PL), o empresário Uugton Batista saiu em defesa do vereador eleito Vitor Hugo (PL) e criticou o presidente do partido em Goiás, senador Wilder Morais, pela nota de repúdio emitida após a aproximação entre o ex-presidente e o governo estadual. Batista elogiou a iniciativa de Vitor Hugo, que promoveu uma reunião entre Bolsonaro, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) e o senador Rogério Marinho (PL-RN), visando fortalecer a articulação política de direita no estado.

“Eu acho que Vitor Hugo está certo”, afirmou Uugton. Ele destacou que o objetivo do vereador e do ex-presidente é estratégico: construir um projeto nacional do PL, em contraste com o que chamou de "projeto pessoal" de Wilder. Durante o encontro, Jair Bolsonaro presenteou Daniel Vilela com a Medalha 3i — “incomível, imbroxável e imorrível” — um gesto que gerou insatisfação no comando estadual do partido.

Para Batista, a aproximação entre Bolsonaro, Vilela e o governador Ronaldo Caiado (UB) é fundamental para o fortalecimento da direita no Brasil, especialmente com vistas às eleições de 2026. “O que importa para 2026 é eleger mais representantes da direita. Bolsonaro poderia indicar o vice de Daniel”, sugeriu o empresário, reafirmando sua visão de união entre PL e UB em Goiás.

Uugton Batista também teceu críticas ao desempenho do PL nas eleições de 2024, além de questionar a estratégia de Wilder Morais em relação à disputa para o Senado em 2026. Ele defendeu uma articulação mais ampla, capaz de unir forças de direita para enfrentar a esquerda e recuperar o comando da Presidência da República.

“Esse tipo de união da direita tem de acontecer em todo o Brasil. Bolsonaro pensa nesse sentido também. Temos de derrotar a esquerda porque a economia parou, ninguém compra ou vende mais nada no Brasil”, argumentou.

Sobre a nota de repúdio de Wilder contra Vitor Hugo, Batista classificou a ação como desnecessária e prejudicial ao partido. “Se Vitor Hugo ligou para o presidente Bolsonaro, e se o ex-presidente aceitou receber o Daniel Vilela, qual o problema de Wilder Morais com isso? Em política, nunca se pode encerrar o diálogo”, afirmou.


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