Goiânia, 04/04/2025
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Tião Peixoto é acusado de usar estrutura da Alego para favorecimento eleitoral

20/12/24

Os candidatos a vereador não eleitos nas eleições de 2024, Rodrigo Rizzo (PSDB) e Lionel Francisco de Oliveira, apresentaram à Justiça Eleitoral uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Sebastião Peixoto (PSDB), vereador eleito em Goiânia. A ação aponta uma série de supostos ilícitos cometidos por Peixoto durante sua campanha, envolvendo abuso de poder político e utilização indevida de recursos públicos da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), presidida por seu filho, Bruno Peixoto (UB).

Entre as acusações, os denunciantes alegam que Sebastião utilizou um gabinete da Alego, destinado à diretoria, como base eleitoral para reuniões e articulações políticas, transformando o local em um “bunker eleitoral”. Postagens feitas nas redes sociais do vereador eleito, onde ele aparece realizando encontros políticos no espaço público, foram anexadas à denúncia como provas.

Outro ponto levantado é o suposto favorecimento de Sebastião Peixoto por meio de “doações travestidas de privadas”, com origem em recursos e serviços da Alego. Rizzo e Lionel afirmam que servidores comissionados teriam sido pressionados a apoiar a campanha de Sebastião, inclusive financeiramente, caracterizando o que chamaram de “compra de votos”.

Os denunciantes também destacam a influência de Bruno Peixoto, presidente da Alego, no processo eleitoral do pai. Segundo a ação, Bruno teria utilizado sua posição para beneficiar diretamente Sebastião, disponibilizando a estrutura da Assembleia para sua campanha.

Em nota, Sebastião e Bruno Peixoto negaram as acusações e classificaram a ação como descabida e sem fundamento. O vereador eleito afirmou que apresentará elementos para comprovar a legalidade de sua campanha e anunciou que buscará reparação por danos morais contra os autores da denúncia.

De acordo com o documento protocolado, a utilização de recursos públicos colocou Sebastião em uma posição de vantagem injusta em relação aos demais candidatos, tornando difícil mensurar o impacto econômico das supostas irregularidades na campanha.

A denúncia foi registrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) e agora aguarda avaliação judicial. Caso os ilícitos sejam comprovados, Sebastião Peixoto pode enfrentar a cassação de seu mandato.


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