Goiânia, 04/04/2025
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Site repercute possibilidade de cassação do pai de Bruno Peixoto

21/12/24

Uma ação protocolada no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) está movimentando os bastidores políticos em Goiânia. Candidatos a vereador derrotados nas eleições de 2024, Rodrigo Rizzo (PSDB) e Lionel Francisco de Oliveira, apresentaram uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Sebastião Peixoto (PSDB), vereador eleito e pai do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (UB).

Os denunciantes acusam Sebastião Peixoto de abuso de poder político e de autoridade, alegando que ele utilizou a estrutura pública da Alego para impulsionar sua campanha. Segundo os autores da ação, o vereador eleito teria transformado dependências da Casa Legislativa em seu “bunker eleitoral” e usado a influência do filho para obter vantagens ilícitas no pleito.

O documento, obtido pelo site Diário de Goiás, foi protocolado no dia em que Sebastião Peixoto foi diplomado como vereador. Entre as acusações, os denunciantes afirmam que o eleito:
- Fez uso indevido de espaços e bens públicos da Alego, incluindo gabinetes e equipamentos;
- Promoveu encontros políticos em dependências da Assembleia Legislativa;
- Obteve doações de servidores comissionados da Casa Legislativa;
- Usou a influência do filho, Bruno Peixoto, para favorecer sua campanha.

Rodrigo Rizzo e Lionel Francisco anexaram prints de publicações feitas por Sebastião Peixoto em redes sociais como prova. Em uma das postagens, Tião aparece em encontros políticos dentro da Alego, o que, segundo os denunciantes, configura abuso da estrutura pública.

“O que se denota no presente caso é que o 2º investigado, Presidente da Alego, pela relação familiar e interesse político direto na eleição do pai, colocou a máquina pública à disposição deste visando favorecimento político indevido”, alegam no documento.

Além disso, os autores da ação sugerem que Sebastião Peixoto “comprou” votos de servidores comissionados, que teriam contribuído financeiramente para a campanha do vereador eleito.

Sebastião e Bruno Peixoto classificaram as acusações como infundadas e afirmaram, por meio de nota, que a ação judicial é improcedente. “As alegações feitas não possuem fundamento. Vamos apresentar aos órgãos competentes todos os elementos que comprovam a lisura de nossa campanha e buscaremos reparação por danos morais e má-fé de Rodrigo Rizzo”, declarou Sebastião.

A equipe dos investigados também apontou que as denúncias seriam motivadas por ressentimento de concorrentes que não obtiveram sucesso nas eleições.

No documento, os autores da ação argumentam que Sebastião Peixoto foi beneficiado de forma desproporcional em relação aos demais candidatos do pleito. “A dimensão do poder e da influência exercidos é de tal magnitude que torna impossível mensurar, em termos econômicos, os recursos efetivamente empregados em sua candidatura”, destacou Rodrigo Rizzo.


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