22/12/24
A recente vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos reacendeu a esperança entre membros da oposição brasileira quanto ao apoio político e jurídico que podem obter do novo governo americano. Em declarações recentes, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) destacou que a posse de Trump como presidente e a possível nomeação de Elon Musk para uma posição de destaque no governo trarão dificuldades significativas para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Donald Trump de volta à Casa Branca é mais que uma vitória. É um sopro de alívio para todos que entendem que nossas liberdades correm sério risco em todo o mundo e, de modo especial, no Brasil, onde ela respira com ajuda de aparelhos”, afirmou Gayer. O parlamentar também sugeriu que o cenário político no Brasil ficará mais complicado para o STF: “Está ficando cada vez maior o número de parlamentares americanos denunciando a ditadura no Brasil!”
Com a posse de Trump marcada para janeiro de 2025, parlamentares brasileiros de direita planejam intensificar suas articulações nos Estados Unidos. Entre os objetivos principais está a realização de uma nova rodada de visitas ao Capitólio para dialogar com congressistas republicanos. Essas reuniões terão como foco medidas contra o STF e a defesa dos presos pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
A suspensão de vistos dos ministros do STF aparece como uma prioridade para o grupo. Em setembro, parlamentares republicanos enviaram uma solicitação ao secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, pedindo a revogação das permissões de entrada no país para os magistrados da Suprema Corte brasileira.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que acompanhou a apuração dos votos no comitê de campanha de Trump, desponta como figura central na coordenação dessas articulações internacionais. Sua proximidade com o ex-presidente americano e o apoio do novo Congresso republicano são vistos como estratégicos pela oposição brasileira.
Embora ainda não haja uma definição formal sobre as próximas ações, Gayer reforça que a posse de Trump representa uma oportunidade única para a oposição brasileira fortalecer sua narrativa internacional contra o STF e outros atores políticos que consideram adversários.