24/12/24
Em entrevista ao Universo Politheia na noite desta quarta-feira (18), o vereador eleito por Goiânia, Major Vitor Hugo (PL), reagiu à nota de repúdio emitida pela sigla após sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Vitor Hugo classificou a manifestação do partido como “infantil, desonesta intelectualmente, falsa e mentirosa”.
O ex-deputado federal rebateu as críticas de que teria passado por cima do comando do partido para defender interesses pessoais. Ele enfatizou que a visita foi autorizada por Bolsonaro. “A articulação que eles estão dizendo foi uma visita autorizada pelo presidente Bolsonaro ao próprio presidente Bolsonaro e, depois, uma visita realizada ao presidente [nacional do PL], Valdemar [Costa Neto]”, explicou.
Ironizando os termos utilizados na nota, Vitor Hugo sugeriu que o texto tinha influência de “alguém ligado à esquerda”. Ele também contestou a ideia de que precisaria de autorização do partido para encontros com Bolsonaro. “O PL não tem que me autorizar a nada. Não tem nada que o PL possa me proibir de fazer em relação a conversar com quem quer que seja, em especial com um amigo pessoal meu, que é Jair Bolsonaro”, afirmou.
Vitor Hugo aproveitou a entrevista para questionar o desempenho do líder do PL em Goiás, senador Wilder Morais, durante as eleições municipais. “Wilder Morais, eu faço uma pergunta para você: onde você estava nas primeiras semanas do período eleitoral? Você estava no Brasil, percorrendo Goiás, apoiando os seus candidatos? Responda onde você estava”, provocou.
Segundo o vereador eleito, o resultado das eleições foi insatisfatório, com o PL conquistando apenas 26 prefeituras no estado. Para Vitor Hugo, o desempenho reflete a gestão de Wilder à frente do partido em Goiás. “Boa parte da culpa, na minha visão, tem a ver com a forma como ele geriu o partido. Ele não deu espaço para os bolsonaristas raízes, pessoas que defenderam Bolsonaro ao longo do tempo. Ele adotou uma política do pragmatismo”, criticou.
A tensão entre Major Vitor Hugo e Wilder Morais evidencia o racha interno no PL goiano, em um momento de reestruturação após os resultados das eleições municipais e os movimentos para a sucessão estadual em 2026.