27/12/24
Em 19 de fevereiro de 2021, a deputada Magda Mofatto (PL-GO) subiu à tribuna da Câmara para condenar veementemente o então deputado Daniel Silveira (PTB-RJ). Como relatora, Mofatto descreveu Silveira como um parlamentar que “ataca a democracia”, “propaga discurso de ódio” e “incita violência contra autoridades públicas”. Na ocasião, seu parecer favorável à manutenção da prisão de Silveira foi aprovado por 364 votos, após denúncias de ameaças graves aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Agora, pouco mais de dois anos depois, Mofatto adota uma postura diametralmente oposta. Em um vídeo divulgado recentemente, ela defende Silveira, critica o STF e articula para que a ação contra ele na Corte seja arquivada. No vídeo, brada: “Daniel Silveira livre”.
A deputada afirma que, em 2021, aceitou relatar o caso sob a promessa de que Silveira seria solto em uma semana. “Nos foi garantido que em uma semana o Daniel Silveira estaria solto. E isso não aconteceu. Hoje, vendo os absurdos cometidos pelo STF, digo que Daniel tem meu voto favorável e vou trabalhar para que, por unanimidade, a Câmara suste essa ação contra ele no Supremo”, declarou.
Ao ser questionada pelo Blog do Noblat sobre quem teria garantido a soltura de Silveira, Mofatto recuou e admitiu que “talvez o uso da palavra garantido tenha sido forte”. Ela justificou sua nova posição argumentando que a prisão já foi castigo suficiente. “Ele já aprendeu que poderia ter falado as mesmas coisas sem palavras tão fortes. A prisão foi mais do que suficiente”, afirmou.