12/01/24
A gestão Rogério Cruz parece querer pagar duas vezes as mesmas obras. Por isso o Ministério Público de Goiás pediu explicações à prefeitura de Goiânia sobre a utilização do empréstimo de R$ 710 milhões em intervenções já licitadas e com recursos já previstos ou até pagas pelo governo federal.
O questionamento da promotora Leila Maria de Oliveira aponta para possível duplicidade de fontes de pagamento para as obras.A promotora cita o texto do projeto encaminhado à Câmara de Goiânia e aponta destinação dos recursos para investimentos no município, mas com utilização em obras cuja licitação foi finalizada ou está em andamento.
O MP ressalta que os processos foram abertos ou concluídos já com prévia dotação orçamentária para as despesas. Já o empréstimo de destinaria a novas obras específicas, que seriam licitadas e bancadas com os recursos da operação.
A nova verba seria utilizada em 16 construções que já tem licitação finalizada, segundo lista da prefeitura encaminhada ao MP. Diante da completa desorganização administrativa do paço municipal, o MP pediu a gestão Rogério Cruz cópias integrais dos processos licitatórios, com termos de referência, registros, contratos e planilhas de controle de obras para apurar a inclusão na lista do empréstimo de obras que já tem recursos definidos.
Cabe agora a prefeitura de Goiânia dar explicações ao MP sobre qual seria o destino do empréstimo de mais de R$ 700 milhões, já que as obras apontadas no pedido feito à Camara já tem recursos previstos.