Goiânia, 04/04/2025
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Futuro secretário de Saúde de Goiânia prevê cortar 25% das despesas

30/12/24

O déficit mensal que varia entre R$ 12 milhões e R$ 20 milhões na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia é o reflexo de uma gestão marcada por gastos sem justificativa, apontados pelo futuro secretário da pasta, Luiz Pellizzer. Indicado pelo prefeito eleito Sandro Mabel (UB), o médico assume o cargo em janeiro de 2025 com o desafio de reverter um cenário de desequilíbrio financeiro que já acumula uma dívida entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões.

Levantamentos indicam que a gestão Rogério Cruz ampliou despesas sem apresentar resultados proporcionais na prestação de serviços. Um exemplo emblemático é o complemento para exames de ressonância, que na tabela SUS custa R$ 350, mas passou a ser acrescido de R$ 450. Além disso, o credenciamento de profissionais de saúde, que custava entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões por mês, dobrou para R$ 14 milhões no final da última administração.

“O que temos hoje são incentivos desajustados e contratos com preços acima do mercado. A secretaria precisa de uma redução de pelo menos 25% nos gastos para se tornar gerível e de cortes ainda maiores para começar a pagar a dívida acumulada”, afirmou Pellizzer.

Apesar de a Prefeitura de Goiânia ter destinado 24,26% da receita própria para a saúde até o 4º bimestre deste ano, conforme reportagem de O Popular desta segunda-feira (30), o descontrole administrativo transformou os recursos em um déficit crescente. "Não se trata de falta de dinheiro, mas de má gestão. O Sandro Mabel tem plena consciência disso e pediu foco total na reestruturação financeira da secretaria", explicou o futuro secretário.

Pellizzer acredita que é possível cortar até 40% dos custos da SMS sem impactar os serviços à população. "Há situações absurdas, como plantões com sete médicos para atender 200 pessoas em um dia. Uma reorganização das escalas e a revisão de contratos serão fundamentais", disse.


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