02/01/25
A Prefeitura de Goiânia, sob a gestão do prefeito Sandro Mabel (UB), realizará um cruzamento de dados com o Estado para identificar servidores públicos afastados por licença médica que continuam atuando em outros âmbitos, configurando uso indevido do benefício. Entre os exemplos citados, estão professores concursados no Município e no Estado que, mesmo afastados por atestado médico, seguem trabalhando para outro ente público.
Mabel revelou que, atualmente, cerca de 6 mil profissionais da Educação estão de licença, mas ainda não foi divulgado o número exato de servidores identificados em irregularidade. “Não temos o relatório fechado, mas já fizemos vários cruzamentos, inclusive com apoio da inteligência e da Polícia, que identificaram casos concretos”, afirmou.
Para o prefeito eleito, a prática irregular não apenas caracteriza uso indevido de recursos públicos, mas também agrava o déficit de profissionais na Educação municipal. “Se a pessoa está doente, será cuidada. Mas se a licença se prolongar sem justificativa, medidas como aposentadoria ou exoneração podem ser tomadas. Há casos de servidores em licença há seis anos”, declarou Mabel.
Servidores identificados em situação irregular poderão ser obrigados a devolver os valores recebidos indevidamente. Além disso, as ações administrativas poderão resultar em processos de demissão ou exoneração, mesmo para concursados.